Condeixa quer devolver espaço público aos peões
Autarquia apresentou no dia 14 de Julho o projecto “O Peão é Rei”, que pretende fazer um levantamento exaustivo dos obstáculos à acessibilidade de pessoas com limitações.
A Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova pretende dar mais condições de circulação aos peões no espaço público da vila, através de uma maior disciplina do trânsito automóvel, algo que tem vindo a ser concretizado, mas também pela identificação dos problemas ainda existentes, nomeadamente os que dificultam a vida de pessoas com necessidades especiais de mobilidade.
Neste sentido, a autarquia apresentou ontem o Plano Local de Promoção de Acessibilidades de Condeixa, baptizado de “O Peão é Rei”, uma iniciativa que, até final de 2013, vai, entre outras actividades, fazer um levantamento dos “obstáculos” existentes.
Este projecto pretende, antes de mais, atingir o objectivo de «devolver o espaço público aos peões», como salientou o presidente da Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova, referindo que «tem de ser um plano de choque». «O que se pretende é mudar hábitos», disse Jorge Bento, enfatizando que, «se as coisas não vão bem, têm de ir a mal».
O autarca lembrou que «a câmara tem trabalhado, ao longo dos anos, no sentido de disciplinar o trânsito e aumentar a segurança dos peões», dando como exemplo a recente requalificação da Praça da República.
Em termos do que pretende alcançar, com este investimento de 300 mil euros (comparticipado em 85% pela União Europeia), Jorge Bento frisou a valorização «da utilização do espaço público por parte das pessoas», referindo a oportunidade de financiamento para «identificar os pontos negros» existentes em Condeixa-a-Nova.
Por outro lado, o autarca defende que a GNR deve «actuar vigorosamente contra quem prevarique», especialmente em questões de estacionamento ilegal, uma medida que considera essencial para ajudar a «devolver o espaço público às pessoas e
fazer com que Condeixa se torne uma terra onde se vive melhor».
O plano, que conta com a colaboração de várias entidades, vai ser coordenado pela arquitecta Patrícia Ribeiro, que ontem fez a apresentação pública, e Claúdia Cortez.
Patrícia Ribeiro deixou a máxima de que «não devem ser as pessoas com limitações a adaptarem-se aos espaços públicos, mas sim o contrário» e lembrou que a autarquia tem feito obras, mas todas localizadas, verificando-se que «nunca
houve uma análise global», algo que agora vai ser efectuado de forma sistemática.
Em termos gerais, trata-se de fazer o levantamento e diagnóstico das condições de acessibilidade e apresentar propostas de intervenção, criando uma ferramenta essencial para a autarquia poder fazer as correcções necessárias.