Brisa “queimou” prazo para fazer alargamento
A Brisa falhou o compromisso no sentido de dotar, este ano, com seis faixas de rodagem o troço da Auto-estrada do Norte compreendido entre Condeixa-a-Nova e Coimbra/Sul. Em Dezembro de 2003, o porta-voz da empresa, Franco Caruso, indicou que o referido sublanço teria três faixas em cada sentido no horizonte de três anos.
Instado, agora, a dar uma explicação, Franco Caruso esteve vários dias sem a fornecer até ao fecho desta edição, sendo que o pedido inicial foi reiterado duas vezes.
O alargamento é uma imposição legal inerente ao contrato de concessão celebrado entre o Estado e a Brisa.
Nos troços com quatro vias há lugar à construção de mais duas (uma em cada sentido) quando, durante um ano, o volume médio de tráfego diário exceder os 35.000 veículos.
O volume de tráfego médio diário registado no sublanço Condeixa – Coimbra /Sul (ambos os sentidos) foi de 38.000 veículos em 2002.
A avaliar pelo teor do Decreto-Lei nº. 294/97, o alargamento deveria estar pronto em 2004. Como referimos, a Brisa anunciou, em 2003, a conclusão da obra até ao final de 2006.
A beneficiação deverá compreender a reformulação do nó de Coimbra/Sul, cujo actual desenho dificulta o rápido escoamento do tráfego.
Segundo o vice-presidente da Câmara de Coimbra João Rebelo, o concerto dos Rolling Stones, realizado no final de Setembro de 2003, pôs em evidência algumas limitações da praça de portagem de Coimbra/Sul (arredores de Ribeira de Frades e Taveiro).