MUSAS - Festival das Artes de Conímbriga eleva o património de Condeixa a “palco vivo” de 2 a 26 de setembro
O Município de Condeixa-a-Nova apresentou hoje, em conferência de imprensa realizada no Museu Nacional Conímbriga, a 7.ª edição do MUSAS - Festival das Artes de Conímbriga, com uma renovada identidade visual.
O Festival resulta de uma parceria consolidada entre o Município de Condeixa, a Orquestra Clássica do Centro (OCC), o Museu Nacional de Conímbriga e o PO.RO.S - Museu Portugal Romano em Sicó.
De 2 a 26 de setembro, Condeixa volta a posicionar-se como o epicentro de uma oferta cultural que cruza o património com a música, a literatura, as artes visuais e o pensamento. O cartaz do MUSAS integra concertos pela OCC, exposições, visitas orientadas, café-concerto, além de atividades educativas e inclusivas.
A grande marca distintiva do Festival é a sua capacidade de ressignificar a herança histórica do concelho. Além do Museu Nacional de Conímbriga e do Museu PO.RO.S, a edição deste ano expande-se, pela primeira vez, ao Castellum de Alcabideque: “aquilo que verdadeiramente distingue o Festival MUSAS é a sua capacidade de transformar um património excecional em espaços onde a arte acontece de forma intensa, irrepetível e memorável. No MUSAS, estamos a transformar a nossa herança histórica num palco vivo, estabelecendo uma ponte entre a memória histórica e a criação artística”, sublinhou a Presidente do Município de Condeixa, Liliana Pimentel, que se fez acompanhar da nova Chefe da Divisão de Cultura e Turismo, Guida Cândido.
Sob o tema “TERRA”, a edição de 2026 aborda o solo como lugar de memória, espaço de escavação arqueológica, matriz de identidade e fonte de inspiração literária, remetendo ainda para a obra do escritor Fernando Namora. Aliás, o MUSAS leva, também pela primeira vez, um espetáculo às Jornadas Fernando Namora, um evento pedagógico e formativo que, homenageando o escritor, se debruça sobre os desafios e práticas do ensino contemporâneo e que marca, tradicionalmente, o início do ano letivo no Agrupamento de Escolas de Condeixa-a-Nova.
A Presidente da Direção da Orquestra Clássica do Centro, Emília Martins, reforçou na sua intervenção que “a continuidade deste Festival mostra que a qualidade foi uma constante” e sublinhou que Conímbriga, fruto das obras em curso, apresenta muitas mudanças e bem merece, por parte do público, uma nova visita. Sobre a essência do projeto, a responsável vincou ainda a missão do festival: “pela arte nos transformamos em pessoas melhores; é preciso investir na cultura”.
Por seu turno, Paulo Alves, em representação do Museu Nacional de Conímbriga, destacou a forte ligação do evento à investigação no local, sublinhando que o Festival MUSAS, sobretudo através das visitas orientadas, vai refletir o resultado de mais uma campanha de escavações realizada durante o mês de julho, permitindo ao público conhecer, em primeira mão, os novos desenvolvimentos.
À semelhança dos anos anteriores, todas as atividades do Festival MUSAS são de acesso totalmente gratuito. A autarquia alerta, contudo, para o facto de várias iniciativas carecerem de inscrição prévia obrigatória, recomendando a reserva atempada devido à elevada procura.















