Exposição 'Quimera em Mosaico – A superação da perda' é inaugurada na FLUC
O Átrio do Teatro Paulo Quintela, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC), acolhe até ao próximo dia 19 de abril a exposição itinerante “Quimera em Mosaico – a Superação da Perda”.
A mostra, inaugurada no passado dia 8, é promovida pela Associação Ecomuseu – Movimento para a Promoção da Candidatura de Conimbriga a Património Mundial da UNESCO e propõe uma viagem muito particular à arte dos mosaicos romanos
Através do cruzamento entre o rigor histórico e técnicas modernas de reconstituição, a exposição recria 12 representações icónicas encontradas na Casa dos Repuxos, nas Ruínas de Conimbriga (séculos II-III d.C.). Painéis como o de Belerofonte, as quatro estações do ano ou as detalhadas cenas de caça ganham aqui uma nova leitura, mediante o preenchimento visual das lacunas e fraturas que o tempo impôs aos originais.
Na sessão de inauguração, que contou com um comentário à exposição feito pelo pintor João Pocinho, estiveram presentes o Diretor da FLUC, Albano Figueiredo, acompanhado pela Subdiretora Ana Teresa Peixinho, bem como representantes do Município de Condeixa-a-Nova: o Vereador Arlindo Matos, o Presidente da Assembleia Municipal, Fernando Pita, o Presidente da União das Freguesias de Condeixa-a-Velha e Condeixa-a-Nova, Octávio Pinão.
Para Miguel Pessoa, Presidente da Associação Ecomuseu, esta iniciativa é um passo fundamental na valorização da candidatura de Conimbriga à UNESCO, permitindo que o público compreenda o “sopro de vida” dado por artistas anónimos que, há quase dois milénios, moldaram as pedras das serras calcárias de Sicó em obras de arte eterna.


