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18 de Novembro de 2019

'Terra tremeu' testou eficácia em Condeixa

“Qual é a rocha que vocês conhecem que também tem na sua constituição quartzo?” A pergunta foi feita pela professora, na sala de Ciências. “O mármore? A areia?” Granito era a resposta certa e apenas houve tempo para referir os restantes minerais que fazem parte da sua constituição. Nisto, toca a campainha! Não era toque nem de entrada, nem de saída. Eram precisamente 11h15, ontem, na EB 2.3 de Condeixa-a-Nova.

Não foi preciso dizer nada. Alunos e professora depressa se baixaram e protegeram, debaixo das secretárias da sala de aula e ficaram à espera. Cumpriam-se os três gestos fundamentais de autoproteção. A campainha voltou a tocar, dando um novo sinal. Desta vez para, de forma ordeira, uns atrás dos outros, alunos e professora saírem da sala. Um gesto replicados por todos os outros elementos ligado à proteção civil que, entretanto, se tinham juntado na sala, que se transformou no centro nevrálgico do exercício distrital de sensibilização para o risco sísmico “A Terra Treme”.

De forma ordenada e ordeira, os alunos das diferentes turmas saíram das respetivas salas de aula e dirigiram-se para um “ponto seguro”, um espaço aberto, no exterior dos pavilhões. Aqui, a equipa de coordenação da segurança da escola, apoiada de perto pelo comandante operacional da Proteção Civil municipal, António Coelho, juntava os alunos, garantindo que estavam todos, bem e seguros, cumprindo “à risca” o plano de emergência da escola.

Nuno Seixas Pereira, segundo comandante operacional distrital (CODIS), faz notar que este exercício foi replicado em todas as escolas do distrito, muito embora a escola de Condeixa tenha sido a escolhida pela Direção Geral dos Equipamentos Educativos como o “centro de operações” para o exercício distrital.

“Acima de tudo pretendemos sensibilizar para o risco sísmico, que tem um poder destrutivo muito relevante”, salientando a importância dos três gestos de auto-proteção e os sete passos que se devem seguir, antes, durante e depois do sismo. “A atividade sísmica é uma realidade”, afirma o segundo CODIS e para quem duvida, lembra que recentemente, se assistiu a mais um abalo, com uma intensidade de 3,8 na ilha do Faial, nos Açores. “Devemos monitorizar a atividade sísmica, porque estamos sujeitos, a qualquer momento, a sofrer o seu impacto. É rara, mas quando acontece tem um grande impacto destruidor e perda de vidas”, alerta.

António Ferreira, vereador da Câmara Municipal de Condeixa responsável pela Proteção Civil, destaca a importância deste exercício, tendo em conta que “estes fenómenos naturais são cada vez mais frequentes, face às alterações climáticas. Por isso é necessário sensibilizar e informar, de forma a que as pessoas se defendam, saibam que comportamentos devem assumir para evitar ferimentos graves e mesmo mortes”. No entender do vereador, o papel dos jovens é fundamental, “pois conseguem “fazer escola”, passando a mensagem aos pais e familiares”.

Anabela Lemos, diretora do Agrupamento de Escolas de Condeixa recorda que todos os anos, no dia 15 de Novembro, as escolas de Condeixa efetuam este exercício. Um exercício importante, que permite que os alunos percebam que “a Proteção Civil não é uma tarefa específica de um grupo, mas um trabalho de todos, de colaboração”. No dia 15, e porque se trata de uma data definida no calendário, os alunos já sabiam que se ia realizar este simulacro, mas durante o ano letivo são feitos outros exercício, em nome da segurança. Também a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento dá o seu contributo para “informar e esclarecer os alunos” relativamente aos riscos naturais e aos comportamentos que devem ser assumidos, “em defesa de nós próprios, daqueles que estão connosco e, inclusivamente, no património”, refere Anabela Lemos, defendendo a necessidade de “construir uma atitude solidária”.

A campainha voltou a tocar na EB2.3 de Condeixa. Era, agora, sinal de regresso à sala de aula. Mais uma vez, de forma ordeira, os alunos, professores e funcionários encaminharam-se para a porta e regressaram às aulas.

Tudo não passou de um exercício, um treino. Mas a verdade é que “quanto melhor treinados estivermos, mais preparados ficamos para enfrentar uma situação quando for real”, enfatiza o comandante Nuno Pereira.

Fonte: Diário de Coimbra

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