Foi a ler que a Beatriz e o Cassiano fizeram história em Condeixa
Câmara Municipal prestou, ontem, homenagem a dois alunos do Agrupamento de Escolas, que venceram o Concurso Nacional de Leitura.
Beatriz Diogo e Cassiano Silva. Dois nomes que, assim escritos, de forma solta, poucos conhecem. Contudo, quando se associa o Agrupamento de Escolas de Condeixa-a-Nova, o texto muda de figura e muitos são, mesmo a nível nacional, os que sabem, literalmente, quem são os dois alunos que venceram o Concurso Nacional de Leitura. Em Braga, na fase nacional, entre 200 alunos de todo o país, Cassiano Silva, de 9 anos, ganhou o concurso dirigido ao 1.º Ciclo, enquanto Beatriz Diogo, de 15 anos, venceu o desafio destinado ao 3.º Ciclo. Parabéns.
Com um discurso fluente e palavras repletas de agradecimento aos pais, à família, às educadoras de infância, às professoras e aos colegas, Beatriz Diogo, aluna do 9.º ano, também falou de futuro. «Espero um dia ir mais longe, numa carreira que possa marcar alguém como toda a gente que aqui está me marcou», expressou, assumindo, em declarações, no final da homenagem levada a cabo pela Câmara Municipal de Condeixa, que deve o gosto pela leitura aos pais. «Adoram ler. A minha mãe principalmente, porque é professora de Português», revelou.
Depois de individualizar várias pessoas, incluindo «a professora Regina», que a «ensinou a ler», Beatriz Diogo dirigiu-se a um grupo especial. «Aos meus colegas, a quem posso chamar amigos, que me deram coragem e a felicidade de estar aqui», agradeceu a aluna do 9.º ano, antes de assumir que «conciliar os estudos e o concurso foi o mais difícil».
A olhar para o futuro, Beatriz Diogo deixou escapar que «a política, o jornalismo ou a escrita» são áreas que a seduzem. «Ou, quem sabe, poder fazer tudo. Seria perfeito», afirmou a jovem, que, para vencer em Braga, leu e preparou a leitura do conto “Resposta a Matilde”, de Fernando Namora, escritor de Condeixa, concelho que, em 2019, comemora, com um diversificado conjunto de iniciativas, o nascimento do autor de “Retalhos da vida de um médico”.
Mais novo, 9 anos, Cassiano Silva também colocou os agradecimentos em destaque na intervenção de ontem, no salão nobre dos Paços do Concelho de Condeixa, e lembrou os colegas, as professoras e a família. «Sem eles, não leria tão bem», afirmou o aluno do 4.º ano, assumindo, no final da sessão, ao Diário de Coimbra, que «foi difícil ganhar» e apresentando «o quiz sobre leituras, escritores e cultura» como a maior dificuldade sentida. «Sempre gostei de ler», transmitiu Cassiano Silva, que, em Braga, ganhou com a apresentação e a leitura do conto “A menina do mar”, de Sophia de Mello Breyner Andresen.
«Conseguiram algo que nos encheu de orgulho enquanto condeixenses», sublinhou Nuno Moita, com o presidente da Câmara Municipal de Condeixa a elogiar «o esforço, a dedicação à leitura e o estudo de Português», aproveitando, então, para sublinhar que um dos vencedores levou «o nosso ícone, Fernando Namora, ao concurso». «É um orgulho imenso», prosseguiu, realçando, de seguida, que «nada se faz sem família, sem professores e sem a ajuda dos colegas». «A leitura é essencial. Espero que, para o ano, haja mais prémios para Condeixa-a-Nova», desejou Nuno Moita, antes de entregar cheques no valor de 250 euros aos dois vencedores para «poderem adquirir livros». «Nunca percam esse gosto», concretizou o autarca.
Resultados correspondentes ao empenho e à dedicação
Directora do Agrupamento de Escolas de Condeixa-a-Nova, Anabela Lemos não escondeu o «orgulho enorme» pelo feito alcançado pelos alunos Cassiano Silva e Beatriz Diogo, mas também fez questão de realçar o desempenho de Tomás Ribeiro, aluno do Ensino Secundário, que terminou a sua participação na fase distrital do Concurso Nacional de Leitura.
Também presidente da Assembleia Municipal de Condeixa-a-Nova, Anabela Lemos, que, inicialmente, fez um resumo das quatro etapas do concurso, “aplaudiu” as famílias, mas não ficou por aqui.
«O Agrupamento de Escolas de Condeixa-a-Nova tem resultados correspondentes ao empenho e à dedicação das pessoas», garantiu, antes de posicionar neste lote «as professoras bibliotecárias Carla Fernandes e Ana Rita Amorim e a professora Isabel Baptista».
Fonte: Diário de Coimbra