As duas maiores empresas do concelho anunciam investimentos totais de 16 milhões
Indústrias de cerâmica (Dominó) e de medicamentos (Farmalabor) demonstraram intenção de apostar no crescimento e na inovação.
“Captar investimento para o concelho” é a principal intenção da política económica da Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova. Ao receber ontem o secretário de Estado da Economia, João Correia Neves, foi assim que o presidente do município descreveu o esforço que tem sido feito para a criação de mais postos de trabalho, resultantes da fixação de novas empresas e crescimento das que já estão instaladas.
Neste contexto, o membro do Governo visitou ontem a unidade industrial de base farmacêutica Farmalabor, do grupo Medinfar, e as Indústrias Cerâmicas Dominó, ambas localizadas na Zona Industrial de Condeixa.
“São parceiras essenciais para o desempenho que Condeixa tem tido a nível económico”, sublinhou Nuno Moita, que aproveitou a ocasião para reafirmar que “parece que o nosso sucesso económico se virou contra nós”.
Referia-se ao facto dos indicadores de prosperidade do concelho, com baixa taxa de desemprego e crescimento populacional, terem levado à não aprovação da candidatura, e consequente não transferência de verbas para a 4.ª Geração do Contrato Local de Desenvolvimento Social (CLDS), situação única no distrito, queixou-se Nuno Moita.
Por seu lado, o secretário de Estado da Economia referiu-se ao périplo que ontem realizou por três concelhos – Coimbra, Cantanhede e Condeixa-a-Nova – focando-se mais na área da saúde. Referindo que conheceu “empresas com capacidade de colocar produtos e serviços em vários pontos do mundo”, desafiou-as a “serem capazes de novos investimentos, para terem capacidade concorrencial”.
Concretamente na área da saúde, aproveitando o facto de ter visitado a Farmalabor, João Correia Neves lamentou que, não obstante o esforço feito, há um “défice comercial assustador” na área da saúde em Portugal, que é de dois mil milhões de euros, ou seja, a diferença entre a capacidade produtiva do setor e aquilo que é consumido na área da saúde no país.
Observando a realidade local, o membro do Governo acrescentou que “o papel das autarquias locais tem-se mostrado decisivo”, sublinhando que o que viu e ouviu em Condeixa-a-Nova revela “o bom diálogo com os parceiros económicos”. Numa escala internacional, o secretário de Estado da Economia alertou para “sinais que mostram que a conjuntura não está nada fácil”, destacando que “a incerteza política é muito negativa para a atividade económica”, sublinhando, concretamente, o Brexit e os “desafios complexos do ponto de vista alfandegário”.
Quanto às empresas visitadas, o CEO da Famalabor, João Lopes, apontou para os 27 milhões de unidades de medicamentos a produzir em 2019, anunciando o projeto de ampliação das instalações da unidade fabril e a possibilidade de quadruplicar a capacidade de produção em dois anos e meio, num investimento de 10 milhões de euros. Por outro lado, a diretora financeira da cerâmica Dominó, Isabel Paiva, anunciou a intenção da empresa se candidatar à 2.ª fase de financiamentos do Portugal 2020, num investimento de seis milhões de euros, em inovação tecnológica.
Fonte: Diário As Beiras


















