Autarquia participa em projeto de IPSS para criar Unidade de Cuidados Continuados
A Fundação D. Ana Laboreiro d’Eça – cuja direção é partilhada pela Câmara Municipal, Misericórdia e Paróquia – ambiciona criar uma Unidade de Cuidados Continuados, valência que não existe no concelho. Falta garantir financiamento comunitário e convenção com a Segurança Social.
Foi ontem apresentado em Condeixa-a-Nova o projeto de ampliação do antigo centro de saúde, cujo edifício pertence à Fundação D. Ana Laboreiro d’Eça, que se pretende vir a ser uma unidade de Cuidados Continuados. Trata-se de uma ambição das três entidades concelhias que compõem a direção da fundação, que são a Câmara Municipal, a Santa Casa da Misericórdia e a Paróquia.
O plano de recuperação e ampliação do edifício – atualmente devoluto e que tem sido alvo de vandalismo desde 2003 – prevê um investimento de 2,5 milhões de euros, a que se deverá acrescentar mais cerca de meio milhão de euros em equipamento.
De acordo com o plano traçado, resultado de reuniões de membros da direção da fundação com a Administração Regional de Saúde do Centro e com o Centro Distrital de Segurança Social de Coimbra, a instituição prevê criar 30 camas de cuidados continuados de longa duração.
Segundo o presidente da câmara, Nuno Moita, de acordo com os estatutos da instituição, que datam de 1946, o edifício só poderá albergar serviços de saúde, caso contrário, a instituição corre o risco de ser extinta e o seu património reverter para o Estado central.
Entretanto, foi enviado para o Conselho de Ministros o projeto de revisão de estatutos, adequados aos tempos atuais.
Sendo assim, o autarca afirma que “esta é a única solução, é o único caminho a percorrer, que a câmara não vai deixar cair”, ressalvando, todavia, que o ritmo de construção “vai depender de haver, ou não financiamento”.
Nesta perspetiva, a direção da fundação acredita que será possível fazer uma candidatura ganhadora a verbas comunitárias através do quadro de apoio Portugal 2030. A esta dificuldade acresce, depois, a negociação com a Segurança Social, de modo a garantir a assinatura dos acordos de convenção para funcionamento da unidade.
A vice-presidente da câmara, Liliana Pimentel – representante da autarquia na Fundação D. Ana Laboreiro d’Eça – esclareceu que “há boas indicações da Segurança Social sobre este projeto”, acrescentando que “a falta de uma Unidade de Cuidados Continuados é uma preocupação da rede social do concelho”.
Quanto a verbas da fundação, o vereador António Lázaro Ferreira sublinhou que existem cerca de 400 mil euros na conta bancária e um rendimento de cerca de dois mil euros de receitas mensais, resultantes de rendas de imóveis, que serão, em breve atualizadas. O recente levantamento do património realizado identificou nove prédios urbanos e outros 19 prédios rústicos, embora alguns destes não estejam identificados no terreno.
O padre Idalino Simões, presidente da fundação, assegurou que “se está a tentar rentabilizar o património”, concluindo que “os novos estatutos, quando aprovados, contemplam a criação de uma comissão executiva, que vai nomear o presidente executivo, que será responsável pela gestão”.
Fonte: Diário As Beiras





