Museu PO.RO.S vai estar de olhos postos nos céus
Todos os planetas, conhecidos na antiguidade, estão visíveis e alinhados no céu ao início da noite. Vê-los e conhecê-los é o desafio que o Museu PO.RO.S lança ao público.
Um programa inovador, que começa hoje, no quadro de uma parceria entre o Exploratório – Centro de Ciência Viva e a Câmara de Condeixa.
“As Estrelas giram à volta do PO.RO.S” apresenta um conjunto de sessões, procurando “sintonizar” a harmonia dos céus, uma vez por mês, até Outubro.
Os telescópios – pelo menos três – são os instrumentos fundamentais para esta observação dos astros, mas há muito mais para perceber e aprender nestas sessões, particularmente na relação e na vivência que os romanos tiveram com os astros, a sua mitologia, os seus deuses.
«É uma forma diferente e inovadora, “fora da caixa”, de promover e de valorizar o nosso património romano», afirmou Nuno Moita, presidente da Câmara de Condeixa, na apresentação do programa.
Uma palavra, ainda, para enaltecer o «espaço de excelência e de futuro», que o PO.RO.S representa e que assume uma relevância fundamental na aposta no turismo que o município tem vindo a fazer.
«É um programa completamente novo, que não existe em lado nenhum do mundo», afiançou Paulo Trincão, diretor do Exploratório, salientando que os astros e os céus sempre cativaram a atenção do Homem e suscitaram as mais diversas explicações, «desde as mais românticas ou catastróficas a outras de natureza científica».
As sessões programadas para o museu pretendem conciliar diferentes interpretações, conjugando a objetividade da ciência com a mitologia, o simbólico, o misterioso.
«Observações do céu há em todo o país. Querermos mais do que isso», afirmou Ana Valadas, diretora do PO.RO.S, apontando as sessões, a realizar no auditório, que fazem o enquadramento cultural das observações e estabelecem uma relação com o mundo romano.
A criação do calendário, a astrologia, os mitos são alguns dos exemplos. Mais do que uma “lição” de astronomia”, a responsável enaltece o envolvimento cultural e a «relação imaginária e simbólica» dos romanos com os astros e o desejo de «descobrir os mistérios que os céus encerram».
Três das sessões – 27 de Julho, 17 de Agosto e 7 de Setembro – vão integrar a plataforma Ciência Viva Verão, um programa nacional que, de acordo com Paulo Trincão tem uma adesão excelente, com as inscrições (que começam a 10 de Julho) a «esgotarem em 24 horas».
Um argumento que, referiu, também vai dar visibilidade e notoriedade nacional ao PO.RO.S. As sessões têm início às 21h00 e são de acesso gratuito.
O sucesso vai depender da adesão do público e da “vontade” dos céus, que pode inviabilizar a observação, mas sem pôr em causa a “conversa” preparatória.
