Recriação histórica do combate de Casal Novo contra as tropas francesas
Os soldados em batalha, ontem ao início da tarde, em Casal Novo, Condeixa, não pouparam em munições para conferir o máximo de veracidade à recriação de um combate que ali se havia travado em março de 1811, aquando das invasões francesas.
Com cerca de uma centena de figurantes, representando as tropas napoleónicas e as lusobritânicas, o combate teve lugar exatamente no mesmo local de há mais de dois séculos, conseguindo atrair as atenções de centenas de pessoas.
O presidente da Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova, Nuno Moita, constatou “que vale a pena apostar em termos culturais e turísticos nestas iniciativas”, acrescentando que “nesta terceira edição aumentámos muito a dimensão da recriação e é para continuar no próximo ano”.
Todo o cenário montado, trajes utilizados e movimentações no terreno foram assegurados pelo Grupo de Reconstituição Histórica do Município de Almeida, juntamente com a Associação para a Memória da Batalha do Vimieiro e Batalhas de Artilharia do Sobral, congregadas na Associação Napoleónica Portuguesa.
O organizador referiu que “já há um grande rigor neste tipo de trabalhos que fazemos, mesmo numa recriação com menos elementos, como foi esta”, acrescentando que as maiores recriações de batalhas levadas a cabo em Portugal envolvem entre 400 e 500 participantes.
A grau de profissionalismo já alcançado conduziu a uma parceria a estabelecer com o Exército Português, a firmar a 14 de junho, no Vimeiro, para troca de experiências e trabalho de recolha documental.
O “combate” de ontem foi a conclusão de três dias de um programa que integrou ainda uma recriação do incêndio provocado em Condeixa pelos soldados franceses – incluindo os atuais Paços do Concelho – após a derrota das “Invasões Francesas” em 1811.
Teve ainda lugar um “Mercado Oitocentista” e um “baile Iluminista”. No sábado à noite houve “combates de rua para expulsão dos franceses” e “serenata futrica”.
O autarca, Nuno Moita concluiu que “as invasões francesas, tal como a romanização são as épocas históricas que nos distinguem”, justificando assim os grandes espetáculos anuais que têm lugar neste território, de que o “Vislumbre do Império” é outro exemplo.
Fonte: Diário As Beiras























































































