BT regista diminuição de pontos negros nas estradas da região
BT regista diminuição de pontos negros nas estradas da região
O número de pontos negros nas estradas da Região Centro diminuiu nos últimos anos, tal como os acidentes de viação e as mortes. Segundo dados fornecidos pela Brigada de Trânsito (BT) de Coimbra, no espaço de quatro anos as zonas consideradas problemáticas, por aí se registarem grande número de sinistros, passaram de cinco, identificadas na Estrada Nacional (EN) 17, IP 3 e Oliveira do Hospital, para duas. Continuam a manter-se os pontos negros no IP 3, na zona de Penacova.
Foi precisamente nesses dois locais que a BT concentrou, anteontem de manhã, os seus meios, numa acção de fiscalização acompanhada pelo JN. Um dos primeiros condutores multados foi Luís Pedro, de Seia, por falta do comprovativo do seguro do veículo. "É para começar bem a semana", afirmava, resignado. Como explicava Carlos Silva, da BT, agora tem oito dias para apresentar o documento, que o condutor diz ter ficado esquecido em casa, mas da coima de 30 euros, conclui Luís Pedro, "já não me livro". Esta é uma das vias que, na Região Centro, é patrulhada 24 sobre 24 horas, tal como a Auto-estrada do Norte, o IC3 e a Estrada Nacional 109. Mas, como refere o comandante do Destacamento de Coimbra da BT, Rogério Oliveira, todas as restantes vias são vigiadas diariamente, mas não com a frequência das anteriores.
Aliás, os radares de controlo de velocidade são canalizados precisamente para essas estradas habitualmente menos patrulhadas. Foi o caso da EN 17 (mais conhecida por Estrada da Beira), onde, anteontem, foram registados 58 excessos de velocidade, entre as 7.58 e as 11.55 horas. Segundo Rogério Oliveira, em média são detectados diariamente entre 90 a 100 excessos de velocidade, entre infracções graves e muito graves.
O excesso de velocidade e a condução sob o efeito do álcool são, de acordo com o comandante do Grupo Regional de Trânsito 5, Santos Cardoso, as principais causas dos acidentes registados na região. Anteontem, nas acções de fiscalização levadas a cabo na EN 1, próximo de Condeixa-a-Nova, a maioria dos condutores era submetida ao teste do álcool, mas só um deles teve de se sujeitar a novo teste por apresentar uma taxa de 0,50 gramas de álcool por litro de sangue. No entanto, o resultado da contra-análise foi de apenas 0,49. De resto, todos os outros apresentaram resultados negativos. Alguns foram, anteontem, submetidos pela primeira vez ao teste. Patrícia Silva foi uma das condutoras que, desde que tem carta de condução, há dois anos, foi interceptada pela primeira vez. "Não foi traumatizante porque tinha tudo bem".
Nem todos os automobilistas fiscalizados no âmbito daquela acção podem dizer o mesmo. Foi o caso de Victor Baptista que não tinha colete reflector, ou de João Pina, que também foi multado por os pneus do veículo pesado que conduzia não apresentarem as medidas regulamentares.
Os respectivos autos já foram registados on-line através do Sistema de Contra-ordenação de Trânsito, em vigor desde o início do mês. Alguns pagaram no momento em que foram autuados, mas à maioria foi passada uma guia de substituição dos documentos, por não pagarem na hora.
O aumento do valor das coimas tem, na perspectiva do comandante do Grupo Regional de Trânsito, uma influência grande no comportamento dos condutores. Santos Cardoso considera, aliás, que esta é uma das razões que tem contribuído para a redução da sinistralidade, a par da correcção das vias e do reforço da fiscalização.
Transportados 27 órgãos humanos para transplante
A BT garantiu, na região Centro, o transporte de 27 órgãos humanos para transplante. A colheita é feita nos hospitais, sendo o seu transporte assegurado pela BT. Esta é uma missão diferente, mas não é a única colaboração da BT, quer com outras brigadas da GNR, quer com outras entidades. A mais recente foi uma operação conjunta com a Brigada Fiscal (BF) nas áreas de serviço da Auto-estrada do Norte. Enquanto a BF pretendia detectar sobretudo ilícitos relacionados com a fuga aos impostos, os elementos da BT fizeram 23 autuações. Apesar de alguns automobilistas reagirem, garantido não transportar "os artigos que procuram", a fiscalização prosseguiu por várias horas. Foi, inclusivamente, acompanhada por uma equipa cinotécnica da GNR cujo objectivo era detectar produtos estupefacientes, mas, segundo António Costa, da GNR, a Fly, cadela de raça Labrador, não detectou qualquer substância.