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25 de Novembro de 2016

Condeixa aposta na redução de resíduos

Trata-se de uma ferramenta para reduzir os resíduos no Sul da Europa, através de um conjunto de métodos, tecnologias e acções que «conduzam à alteração de comportamentos por parte da população», contribuindo para a «prevenção e redução da quantidade de resíduos indiferenciados e para o incremento da separação».

Em causa está o projecto Life Payt, que ontem foi lançado, em Lisboa, e que assenta no princípio “pague apenas o que deita fora”, incentivando, através de mecanismos financeiros, a separação na origem e o aumento dos resíduos para reciclagem.

Identicação dos contentores e utilizadores permite controlar volume de resíduos e reflectir isso na factura

A Câmara de Condeixa é um dos parceiros, juntamente com outros três municípios portugueses e do Sul da Europa, e espera «um aumento significativo da quantidade de recicláveis recolhidos em 1.082 toneladas por ano, com um valor de mercado de 138,547 euros», refere nota da autarquia.

O projecto teve início no dia 1 de Setembro e tem a duração de três anos. O consórcio, liderado pelo Instituto Politécnico de Coimbra, inclui sete parceiros. A saber: as câmaras de Condeixa, Aveiro e Lisboa, em Portugal, de Larnaka (Chipre) e Vrilissia (Grécia) e ainda as universidades Técnica Nacional de Atenas (Grécia) e de Aveiro.

Durante o projecto, de acordo com nota da autarquia, em Condeixa, será aplicado um tarifário “pay” aos cerca de 440 produtores de resíduos urbanos, incluindo os que produzem acima dos 1.100 l/dia, mas também aos produtores não domésticos que estão abaixo deste valor. Uma lista que inclui supermercados, pequenas lojas, restaurantes, lares de terceira idade, jardins-de-infância e algumas unidades industriais.

A intervenção «irá implicar alterações no sistema de recolha actualmente em uso», o que significa que serão distribuídos contentores aos produtores de resíduos não domésticos para seu uso exclusivo, identificado com um chip “RFID (Radio Frequency Identification, essencial para garantir a rastreabilidade, monitorizar a quantidade e optimizar as rotas de recolha). Aquando da recolha, a informação do chip é lida por um sensor óptico, adicionado ao veículo de recolha e os dados são transmitidos para uma plataforma centralizada, onde serão processados. «O volume de resíduos medido é incluído na factura a enviar no fim do mês ao proprietário do contentor».

Relativamente aos munícipes, o projecto contempla a «identificação do utilizador», cartões de identificação que dão acesso aos contentores públicos. «Ficarão registadas todas as vezes que um determinado morador utiliza o contentor para colocar os seus resíduos e essa informação será enviada, via GPRS, para uma plataforma centralizada, para processamento». O volume de resíduos depositado por cada morador é «calculado com base no número de vezes que acedeu ao contentor e no volume do compartimento onde coloca o lixo». Informação que é «utilizada para elaborar a factura mensal.

Os veículos de recolha também vão registar melhorias e procura-se optimizar as rotas de recolha. «Os contentores velhos ou danificados serão substituídos e novos ecopontos serão instalados para reforçar o circuito de recolha selectiva», refere a autarquia.

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