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13 de Março de 2007

Ciclista de Condeixa pedala actualmente pelo Benfica

“No início nem gostava de Ciclismo"

Semanário Desportivo do Centro (SDC) – Como é que começou a sua carreira no ciclismo?

Tiago Claro (TC) – Andei a estudar em Condeixa até os 16 anos e, devido a algumas questões familiares, fui morar para Pombal, que é a terra dos meus pais. Nessa altura praticava hóquei em patins na Académica, estive lá seis anos, quando mudei para Pombal continuei no hóquei, só que, devido ao sacrifício muito grande que tinha de fazer para conciliar o hóquei com os estudos, tive de deixar esse desporto. Andei depois uns meses a ver se encontrava outra modalidade para praticar, até que a dona da Vulcal, a Fernanda, é amiga da minha mãe, me convidou para integrar a equipa da Vulcal, nos cadetes.

-Sem ídolos no ciclismo

“Nunca achei piada adorar uma pessoa que faz o mesmo que eu”

SDC – Visto que vinha de um desporto que em nada é parecido com o ciclismo, como é que foram os primeiros tempos na modalidade?

TC – Comecei a dar os primeiros passos, as primeiras corridas, os primeiros empenos e a partir daí fui ganhando mais capacidades, mas foi com normalidade, apesar de não gostar muito do ciclismo nessa altura. Via o desporto como uma bicicleta com um guiador muito esquisito, só que depois comecei a ganhar gosto. Mais pela competição em si, até. A partir daí, fui evoluindo e hoje sou o que sou (risos).

SDC – Começou logo por vencer algumas provas ou troféus?

TC – No início não, não ganhei quase nada, andei muito tempo em adaptação à modalidade, porque os meus músculos não estavam preparados para ciclismo, estavam para o hóquei. Andei pelo menos dois anos a ganhar a estrutura física e muscular necessária. Só nos juniores é que consegui obter os primeiros resultados. Fui terceiro no contra-relógio do campeonato nacional, por exemplo.

SDC – Quanto é que se apercebeu de que poderia ir mais longe no ciclismo? Quando é que pensou fazer carreira neste desporto?

TC – Foi nessa altura, com esses resultados, que vi que poderia seguir uma carreira no ciclismo. E daí passar para os Sub-23, porque quem passa do escalão de juniores para o de Sub-23 tem de pensar muito bem se é isto que se quer como carreira. Comigo também foi assim. Vi que tinha algumas qualidades e que poderia evoluir ainda mais. Fui para a equipa Sub-23 da Vulcal e fiquei aí os últimos quatro anos, quase cinco.

SDC – Até aparecer o Benfica. Como é que se processou a sua ida para o clube de Lisboa?

TC – Surgiu esse convite e nem pensei duas vezes. Assinei um contrato de dois anos, mas poderei rescindi-lo e assinar um profissional por mais alguns anos. Tudo depende da minha prestação, por isso só lá mais para a frente é que se vê se acontece ou não, seria muito bom. O Benfica é um clube enorme

Outro mundo no Benfica

“É assim uma coisa absolutamente fora do comum”

SDC – O que tem assim de tão diferente?

TC – A nível de estruturas não tem nada a ver. Na minha última equipa já tínhamos alguma coisa, mas agora é tudo fora do comum. Era o que dizia ao início aos meus pais, que nem estava a cair muito bem na realidade, que ainda estava um bocado nas nuvens. No total, somos 24 ciclistas, três mecânicos, quatro massagistas, um médico, dois directoresdesportivos, uma relações públicas, um administrador, o Gonçalo Amorim e o Orlando Rodrigues. As estruturas que a equipa possui são fantásticas. Deparei-me com uma auto-caravana das maiores que há, com camiões com uma oficina lá dentro, autocarro, monovolumes, é assim uma coisa absolutamente fora do comum. Somos 34 pessoas sempre a andar, com um orçamento para cinco anos.

SDC – Quais são os seus objectivos para esta época?

TC – É assim, sou um rolador e tenho como missão ajudar o meu chefe-de-fila a levar a corrida para a frente, para no final a equipa vencer. No fundo, este está a ser um ano novo para mim, pois nunca tive este trabalho, no ano passado era o chefe-de-fila da minha equipa e trabalhava mais individualmente. Este ano é uma nova formação, com os melhores a nível nacional.

SDC – E a nível colectivo, a que metas se propõe a equipa?

TC – Como ainda somos Sub- 23 não podemos correr a Volta a Portugal. No entanto, vamos participar na Volta a Portugal do Futuro e o nosso objectivo, e meu também, é vencer essa prova. Depois, quero passar para o escalão seguinte, para o de Elite. Visto que já estou integrado no grupo Benfica, tenho muitas mais possibilidades do que os outros ciclistas que não estão na equipa, logo quero mesmo é chegar lá.

Objectivos já definidos

“Tenho de ajudar o chefe-de-fila a levar a corrida para a frente”

SDC – Qual é o momento da sua carreira que mais recorda pela positiva?

TC – Há dois anos, numa prova em que cortei a meta mais o António Jesus, que corre actualmente na Liberty. Acabaram somente 20 corredores em cento e tal que começaram. Ele andava fugido, mas a certa altura saí do pelotão, consegui alcançá-lo e acabámos os dois por terminar em conjunto, de mãos dadas. Essa foi daquelas vitórias que recordo e que me soube mesmo muito bem.

SDC – E o pior momento?

TC – Foi no início, quando ainda nem sequer tinha muito equilíbrio na bicicleta. Lembro-me de uma prova em que caí e acabei por me esfarrapar todo. Tive mesmo todo ligado durante um mês. De resto, já tive mais quedas, mas ligeiras.

SDC – Tem alguma referência, algum ciclista português ou internacional que seja o seu ídolo?

TC – Todos os meus colegas têm ídolos, mas é engraçado que não tenho nenhum. Sempre tive aquela coisa de querer ser o melhor e, dessa forma, nunca achei piada adorar uma pessoa que faz o mesmo que eu. Quero mesmo é ser melhor do que eles, por isso não tenho nenhum ídolo. Mas se for um ciclista que gosto de ver, por exemplo, talvez o Taylor Hamilton, que já foi colega do Lance Armstrong. Dos portugueses, admiro o José Azevedo.

SDC – Como é que vê o ciclismo português na actualidade?

TC – Nesta altura nada está bom para ninguém. Há até muitas equipas que estão a fazer um sacrifício enorme para manter as estruturas e existem muitos ciclistas que até estão a abdicar de receber mais para que as equipas continuem. Nessa perspectiva, é claro que o ciclismo português podia estar muito melhor. Existem mesmo muitas equipas que andam por aí a arrastar-se.

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