Bombeiros recebem equipamentos de proteção individual
Foram 44 os equipamentos de proteção individual (EPI) que ontem foram entregues aos Bombeiros Voluntários de Condeixa. A partir de agora metade da corporação já dispõe do equipamento (o restante será entregue oportunamente) ficando a faltar as botas e as luvas.
E a propósito destes atrasos, Jorge Bento, secretário executivo intermunicipal da CIM Região de Coimbra, explicou que o equipamento agora entregue “resulta da candidatura da anterior CIM Baixo Mondego realizada na mesma data da relativa à CIM Pinhal Interior Norte, em maio de 2013, e que apenas em fevereiro de 2014 recebeu aprovação da Direção Geral da Administração Interna”.
Contudo, e para que se perceba o porquê da entrega do equipamento em pleno mês de agosto, Jorge Bento explicou: ainda em fevereiro deste ano, quando as candidaturas foram aprovadas, “foi imposto à CIM Região de Coimbra, que sucedeu por força de lei à CIM Baixo Mondego, que as candidaturas fossem fundidas numa só titulada pela CIM Região de Coimbra”. Como tal, e por essa mesma lei, o concurso público que estava a decorrer em nome da CIM Pinhal Interior Norte para fornecimento dos EPI dessa área, foi extinto. A entrega foi, por isso, adiada.
Investidos 185 mil euros em nova aquisição
Agora, e já com os equipamentos entregues (com cadernos de encargos discriminando o tipo de equipamentos e o seu valor base, de acordo com instruções da Autoridade Nacional de Proteção Civil), as botas e as luvas “virão em setembro”, adiantou Jorge Bento. Nesta aquisição serão investidos 185 mil euros, dos quais, 114 mil serão suportados pelas 19 autarquias que compõem a CIM Região de Coimbra.
Equipamentos são “parte da segurança”
O desejável era que não fossem utilizados. No entanto, e como realçou o comandante da corporação, Fernando Gonçalves, este equipamento por si só “não salva vidas e apaga incêndios”. Contudo, os EPI são “parte da segurança”.
Numa entrega que contou com o apoio da Câmara de Condeixa, Daniel Costa, não deixou de lamentar que os bombeiros sejam vistos como “uma solução de mão-de-obra barata”.
O material entregue, na óptica do presidente da Associação Humanitária dos Voluntários de Condeixa é “pouco”. Tanto para esta como para as outras corporações que já receberam ou que irão receber.
Ontem, foram ainda entregues os primeiros equipamentos de proteção individual às corporações de Mira e Soure, em articulação com as autarquias. Igual procedimento será, seguido nos restantes casos, nos próximos dias.