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TEATRO

A tradição teatral condeixense remonta ao primeiro quartel do século XIX, conhecendo, através da sucessiva constituição e dissolução de grupos teatrais, momentos de vivo esplendor ou de severa estagnação, num reflexo, tantas vezes directo, da instabilidade da própria situação político-social do país.

Festival de Teatro Deniz – Jacinto

Numa clara valorização da arte teatral, mas, igualmente, como forma de dignificar e perpetuar a memória de um dos mais importantes teatrólogos nacionais e uma das figuras ilustres de Condeixa, o Município de Condeixa-a-Nova lançou o I Festival de Teatro Deniz -Jacinto, no início de 2016.

Oficina de Teatro da Associação Orfeão Dr. João Antunes

A Oficina de Teatro da Associação Orfeão Dr. João Antunes nasceu inserida na Secção de Artes Dramáticas daquela Associação, em 2012.

Encenada por Emília Caridade (Mila) e constituída por alunos com idades compreendidas entre os 12 e os 55 anos – todos eles trabalhadores ou estudantes –, a Oficina conseguiu ressuscitar e tenta manter viva a tradição do Teatro na vila.

Ao longo dos anos vem mantendo a sua atividade em todas as apresentações culturais dentro do concelho de Condeixa-a-Nova.

De 2012 até 2014 apresenta pequenos sketches, com produção coletiva e trabalhando temáticas sugeridas, participando durante as festas da vila em eventos promovidos pela Câmara, ajudando a dar relevância a produções de maior calibre. Intervém em feiras quinhentistas e manifestações culturais sempre representado o nome de Condeixa, da Associação Orfeão Dr. João Antunes e do Teatro de Condeixa em Portugal.

Das peças levadas a palco, destacam-se, até ao momento:

  • "Manipulação", de criação coletiva (2014);
  • "A Excepção e a Regra" de Bertolt Brecht (2016), estreada no I Festival de Teatro Dr. Deniz Jacinto, organizado pela Câmara Municipal de Condeixa.

Realizou e apresentou também uma peça de Teatro de Rua, Commedie dell´arte (2015), com recurso à técnica de máscara.

Entre outros, a Oficina tem, neste momento, um projeto cultural de Teatro e Expressão Dramática, que conta com a participação ativa de três licenciadas em Teatro e com experiência na área.

A Oficina define-se, essencialmente, como um grupo AMAdor: «Estamos por amor e dedicação a esta arte. Gostamos de ensinar e partilhar».

Oficina de Teatro da Associação Orfeão Dr. João Antunes

Tradição Teatral em Condeixa

A tradição teatral condeixense1 remonta ao primeiro quartel do século XIX, conhecendo, através da sucessiva constituição e dissolução de grupos teatrais, momentos de vivo esplendor ou de severa estagnação, num reflexo, tantas vezes direto, da instabilidade da própria situação político-social do país.

Assim, em 1814, organizou-se um pequeno grupo de amadores, em torno de Salvador Pena que cedeu, na sua casa – atualmente, na Rua Francisco de Lemos – um compartimento para a instalação de um teatro. A atividade desta "associação" foi divulgada e aplaudida, por todo o concelho, suscitando apenas os protestos daqueles que, em virtude das reduzidas dimensões do espaço disponibilizado, não podiam integrar a assistência dos espetáculos. As lutas liberais, que se repercutiram fortemente em Condeixa, vieram, lamentavelmente, pôr termo ao trabalho deste grupo cénico cuja extinção, por divergências de opiniões políticas dos seus membros, sobreveio em 1828.

Seguiu-se um período de acalmia na situação do país, e da própria vila, que permitiu o retomar da atividade teatral; desta feita, a cedência gratuita de um sobrado de um prédio na antiga Rua Nova – atual Rua Wenscelau Martins de Carvalho – por Fortunato dos Santos Bandeira, permitiu que nele se instalasse um novo teatro, que começou a funcionar no início dos anos 50. Treze anos mais tarde, dissolvia-se o grupo de atores que o animou, mas já em 1865 novo grupo se constituía, incorporando antigos elementos, a par de novos outros. Reiniciavam-se, assim, os espetáculos no teatro Bandeira, que fora, entretanto, remodelado, passando a dispor de uma plateia – que, dividida em geral e superior, comportava, respetivamente, 100 e 40 espetadores – e de um camarote reservado à família proprietária do edifício. O seu palco acolheu, durante largos anos, não só as récitas dos naturais da terra, como também espetáculos promovidos por companhias itinerantes.

Em 1905, porém, extinguir-se-ia o teatro da Rua Nova. Iniciou-se, então, na Rua Lopo Vaz, a construção de um barracão de madeira, capaz de albergar uma assistência de 300 pessoas, dotado de alguns camarins e de um palco mais amplo. Mas, uma vez mais, as transformações políticas pareciam embotar a atividade teatral condeixense pois que, com a proclamação da República, a referida casa de espetáculos passou a ser usada para reuniões políticas, condenando o teatro a uma profunda agonia.

Só a partir de 1932 ressurgiria a atividade dramática em Condeixa; primeiramente, na Quinta de S. Tomé, e, logo depois, com a inauguração do Cine-Avenida, na Avenida Visconde de Alverca, a vila abandonava, por fim, as estruturas teatrais improvisadas e apresentava, a par de um cinematógrafo, uma verdadeira sala de espetáculos. Nele puderam os amadores condeixenses levar a cabo as suas representações, embora integrando continuamente diferentes grupos teatrais (grupo cénico Dr. João Antunes, Centro de Alegria Dr. João Antunes e Clube de Condeixa), que continuaram a suceder-se.

1 Para um conhecimento mais aprofundado do desenvolvimento da arte teatral em Condeixa, pode consultar-se: BANDEIRA, Fátima e GRILO, Maria do Rosário (coord.), O Teatro em Condeixa – Dois Séculos de História, Condeixa, Associação Sempre a Aprender, 2013.

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